quinta-feira, 28 de maio de 2015

Beata Elias de São Clemente

A Beata Elias de São Clemente nasceu em Bari (Italia) dia 17 de janeiro de 1901. Seus pais eram profundamente cristãos e ela foi batizada com o nome Teodora, dom de Deus. Tal nome verificou-se de fato no breve curso de sua vida terrena. Dia 8 de abril de 1920 (festa de S. Alberto então), entrou no Carmelo de S. José de Bari. Sua vestição religiosa deu-se dia 24 de novembro do mesmo ano, festa de S. João da Cruz naquele tempo. A 8 de dezembro de 1924 escreveu com seu sangue um ato de oferta total e definitiva ao Senhor, com voto de fazer sempre “o mais perfeito”. Morreu no dia do Natal de 1927. Bento XVI assinou o Decreto de beatificação dia 19 de dezembro de 2005 e ela foi proclamada Beata na Catedral de Bari dia 18 de março de 2006.

Do Comum das Virgens, com a salmodia do dia do saltério
ORAÇÃO
Ó Deus, a quem agradou a oblação de si a vós oferecida pela virgem, Beata Elias de São Clemente, por sua intercessão concede-nos, sustentados pelo Pão Eucarístico, cumprir fielmente vossa vontade. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho que é Deus e vive e reina convosco na unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.
Amem.

Ofício das leituras

Segunda leitura
Dos escritos da B. Elias de São Clemente, Virgem. (ED. OCD 2001: pp. 282-295-322).
O desejo de perder-se em Deus e o zelo apostólico
Oh doce ocultamento, como amo passar os meus dias sob tua sombra e consumir assim minha existência, por amor do meu doce Senhor... às vezes, pensando nas eternas recompensas, infinitamente maiores que os leves sacrifícios desta vida, a minha alma fica maravilhada e tomada de uma ardente ânsia, eleva-se a Deus exclamando: “Oh meu bom Jesus, a qualquer preço quero atingir a meta, o porto da salvação. Não negue-me nada, concede-me de sofrer. Este seja o martírio interior do meu pobre coração, oculto a qualquer olhar humano; uma cruz despojada eu te peço. Estendida sobre ela, quero passar meus dias aqui”.
Quando se sofre unido a Jesus, o padecer é alegria; sofrer amando eu anelo, fora disto não quero mais nada.
Meu Dileto, quem poderá jamais separar-me de Ti? Quem será capaz de romper estas fortes correntes que amarram meu coração ao Teu? Será o abandono das criaturas? É próprio isto que une a alma ao seu Criador... talvez as tribulações, as penas, as cruzes? É nestes espinhos que o canto da alma que te ama é mais livre e leve. Talvez a morte? Mas esta não será outro que o princípio da verdadeira felicidade para a alma.... nada, nada poderá separar, nem mesmo por breves instantes esta alma de Ti. Ela foi criada por Ti e é fora do seu centro se não vive abandonada em Ti.
A minha vida é amor: este néctar suave me circunda, este amor misericordioso me penetra, me purifica, me renova e sinto que me consome. O grito deste meu coração é: “Amor do meu Deus, a Ti somente busca a minha alma. Alma minha, sofre e cala; ama e espera; imola-te e oculta a tua imolação sob um sorriso e, sempre avante... quero passar a minha vida num profundo silêncio para escutar no íntimo da alma a delicada voz do meu Doce Jesus.
Almas buscarei para lançá-las no mar do Amor misericordioso: almas de pecadores, mas sobretudo almas de sacerdotes e religiosos. Com esta meta a minha existência se apagará lentamente, consumindo-se como o óleo da lâmpada que vela junto ao Tabernáculo”. Sinto a vastidão da minha alma, a sua infinita grandeza, que não basta a vastidão deste mundo para preenchê-la: ela foi criada para perder-se em Ti, meu Deus, porque só tu és grande, infinito e por isso só Tu podes torná-la plenamente feliz.

Responsório
R.  A rocha do meu coração é Deus, é Deus a minha herança para sempre: * fora Dele, nada desejo da terra.
V./ Uma Virgem preocupa-se das cosias do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito:
R./ fora Dele, nada desejo da terra.

Ant. ao Benedictus: Como é suave, Senhor o teu amor! Perdida em Ti, vivo beata eternamente.

Ant. ao Magnificat:  O teu amor, oh Deus, como o fogo me consumiu na fornalha ardente do teu Coração.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Santa Maria de Jesus Crucificado-A pequena árabe



No dia 17 de maio o Papa Francisco canonizou a  carmelita descalça Maria de  Jesus Crucificado.

SUA VIDA


     A Santa nasceu em Abellin, pequeno povoado a meio caminho entre Haifa e Nazaré, a 5 de janeiro de 1846. Era filha do casal Jorge Baouardy e Mariam Chahyn, fervorosos católicos palestinos. Eles haviam obtido a graça de seu nascimento após uma peregrinação a pé, percorrendo uma distância de 170 km até Belém, ao local onde nasceu o Menino Jesus. A menina foi batizada e crismada no mesmo dia, segundo o rito católico melquita, recebendo o nome de Mariam. Um ano depois nasceu-lhes um menino, Baulos (Paulo).
     Em 1848, os pais de Mariam morrem um após o outro. Segundo o costume oriental, as crianças foram repartidas entre os parentes. Baulos foi adotado por uma tia materna de um povoado vizinho, e ela acolhida por um tio paterno abastado. Aos 8 anos faz sua primeira comunhão. Alguns anos depois ele se mudou para Alexandria, Egito, levando-a consigo.
     Conforme o uso oriental, seu casamento foi ajustado e quando completou 13 anos lhe disseram que chegara o momento do casamento. Porém, Mariam já sentia um chamado de Deus e não desejava se casar, e comunicou isto aos tios. Nem as humilhações, nem os maus tratos puderam fazê-la mudar sua decisão.
     Após três meses, ela visitou um velho criado da casa de seu tio para que este enviasse uma carta a seu irmão, que vivia na Galileia, para que viesse ajudá-la. Ouvindo a narração de seus sofrimentos, o criado, que era muçulmano, exortou-a a converter-se ao Islã. Mariam respondeu com ênfase: "Muçulmana eu? Jamais! Sou filha da Igreja Católica e espero permanecer assim por toda vida!" Enfurecido, o homem deu-lhe um violento pontapé que a derrubou ao chão, e, com uma cimitarra, deu-lhe um golpe na garganta. Crendo que ela estava morta, envolveu-a num lençol e abandonou-a em uma rua escura. Era o dia 8 de setembro.
     A própria Mariam contaria muitos anos mais tarde que, como num sonho, lhe parecia ter entrado no Paraíso onde viu a Virgem, os Santos e também os pais e a Gloriosa Trindade. Ouviu então uma voz que lhe disse: "O teu livro ainda não está todo escrito".
     Acordando, se encontrava numa gruta onde passou vários dias com febre, sendo assistida por uma jovem senhora que parecia ser uma religiosa e que vestia um véu azul. Esta a atendia, alimentava e fazia dormir. Depois de quatro semanas, aquela senhora conduziu-a a igreja dos Franciscanos, deixando-a lá.
     Curada, mas só, pois não poderia voltar para sua família adotiva, com o ajuda de um franciscano Mariam se colocou como doméstica a serviço de famílias não abastadas em Alexandria, Beirute, Jerusalém. Nesta cidade fez o voto de castidade perpétua no Santo Sepulcro. Em 1863, a família Nadjar, para a qual trabalhava, se transferiu para Marselha, França, levando-a consigo.
     Em 1865, Mariam entrou em contato com as Irmãs de São José de Marselha. Tinha 19 anos, mas só parecia ter 12 ou 13. Falava mal o francês e possuía uma saúde frágil, mas foi admitida no noviciado.
     Sempre disposta aos trabalhos mais pesados, ela passava a maior parte do tempo lavando ou na cozinha. Mas, dois dias por semanas revivia a Paixão de Jesus: Mariam recebia os estigmas (que na sua simplicidade acreditava ser uma enfermidade) e toda classe de graças extraordinárias começaram a manifestar-se. Algumas irmãs ficaram desconcertadas com o que se passava com ela, e, ao final de dois anos de noviciado, não é admitida na Congregação.

     Em 14 de junho de 1867, Mariam entrou no Carmelo de Pau (Baixo Pirineus), apresentada por sua antiga mestra de noviciado, Irmã Verônica da Paixão, que declarou: "esta pequena árabe é um milagre de obediência".
     Em 27 de julho de 1867 tomou o hábito carmelitano adotando o nome de Maria de Jesus Crucificado. A sua condição de analfabeta a colocava entre as conversas e para ela, que aspirava somente servir, assim estava bem. Mas foi decidido colocá-la entre as coristas, e a obrigaram a aprender a ler e a escrever, porém sem sucesso. Em 1870 voltou a ser conversa.
     Em 1870, com um pequeno grupo de Irmãs, Mariam parte para a Índia, para fundar o primeiro mosteiro de carmelitas daquele país, em Mangalore. A viagem de barco foi uma aventura e três religiosas morreram antes de chegarem. Reforços são enviados e no final de 1870 a vida claustral pode ser iniciada.
     Os fenômenos extraordinários, que ela procurava esconder, continuaram na terra de missão. Ao mesmo tempo ela era a alma da fundação, enfrentando todos os trabalhos pesados e dando atenção aos problemas inerentes a uma nova fundação. Durante seus êxtases, as irmãs às vezes podiam ver seu rosto resplandecente na cozinha ou em outro local. Mariam participava em espírito dos acontecimentos da Igreja, por exemplo, nas perseguições na China. Parecia estar possuída exteriormente pelo demônio, que a fazia viver terríveis tormentos e combates.
     A superiora e o bispo, porém, começam a duvidar da autenticidade das manifestações extraordinárias, acusando-a de visionária, de ter uma imaginação oriental muito ardente, etc. Apesar das tensões, ela emitiu os votos no término de seu noviciado, em 21 de novembro de 1871. Como as tensões continuassem, ela foi enviada de volta ao Carmelo de Pau em setembro de 1872. As Irmãs que a perseguiram reconheceram mais tarde o seu erro e expressaram o seu arrependimento.
     Em Pau ela retomou sua vida simples de Irmã conversa, feita de muito trabalho entremeado de episódios prodigiosos. Dom de profecia, ataques do demônio ou êxtases, entre todas essas graças divinas ela sabe, de maneira muito profunda, ser ‘nada’ diante de Deus, e quando fala dela mesma se chama "o pequeno nada", é realmente a expressão profunda de seu ser.
     Iletrada como era, encantada com a natureza, compunha belíssimas poesias e inventava melodias para cantá-la. É bom frisar que todos os fatos extraordinários são vividos por Irmã Maria com grande humildade e simplicidade. Muitas pessoas a procuravam para serem reconfortadas, aconselhadas, e pedir orações.
     Em 28 de junho de 1873, pela manhã, a Priora a encontrou sentada em um pequeno banco diante de uma janela aberta: "Madre - ela disse - todos dormem. E Deus, tão cheio de bondade, tão grande, tão digno de louvores, é esquecido!... Ninguém pensa nEle!... Vede, a natureza O louva; o céu, as estrelas, as árvores, as ervas, todas as criaturas O louvam; porém o homem, que conhece seus benefícios, que deveria louvá-Lo, dorme!... Vamos, vamos, despertemos o universo! Jesus não é conhecido, Jesus não é amado!"

A fundação do Carmelo de Belém


     Nossa Senhora havia predito que Irmã Maria seria a alma propulsora da fundação de Carmelos na Palestina. A fundação em Belém era algo muito complicado por motivos políticos. O Bispo de Biarritz escreveu uma carta ao Papa Pio IX expondo o projeto das religiosas do Carmelo de Pau e pedindo sua autorização para concretizar a fundação. O Papa apoiava o projeto e aprovou-o.

     Depois de uma peregrinação a Lourdes, no dia 20 de agosto de 1875 um pequeno grupo de carmelitas embarcou para esta aventura. Irmã Maria de Jesus Crucificado zarpou com elas para o Oriente Médio.
     Os locais sagrados já estavam nas mãos de muçulmanos e cismáticos. A alegria de estar na Terra Santa foi totalmente ofuscada por esse fato. A alegria de Irmã Maria esvaiu-se:
     "Como o Senhor permite semelhantes coisas? Ah, isto é demais! Se eu fosse Jesus jamais suportaria semelhante profanação!" Mas, ela faz uma reflexão e diz: "Isto é um castigo para a Cristandade, porque há uma coisa que é muito pior. Ah, Senhor, quantas almas são mais abomináveis ainda do que o Cenáculo estar nas mãos dos muçulmanos, e nessas almas Vós sois obrigado a descer! Eu compreendo a profanação deste lugar Santo pensando em todas as comunhões indignas e sacrílegas que acontecem na vossa Santa Igreja".
     O Senhor mesmo guiava Mariam na escolha do local e na forma de construção do novo Carmelo. Como ela era a única que falava árabe, encarregava-se particularmente de seguir os trabalhos “imersa na areia e na cal”. A comunidade instalou-se no dia 21 de novembro de 1876, enquanto certos trabalhos continuaram.
     Mariam preparou também a fundação de um Carmelo em Nazaré, viajando até lá para comprar o terreno, em agosto de 1878. Durante essa viagem Deus revelou a ela o lugar de Emaús, o qual foi adquirido.
     De volta a Belém, retomou a vigilância dos trabalhos sob um calor sufocante. Quando levava aos trabalhadores algo para beber, Mariam caiu de uma escada e partiu um braço. A gangrena avançou muito rapidamente e ela morreu poucos dias depois, em 26 de agosto de 1878, aos 32 anos.
     Ela foi beatificada pelo Papa João Paulo II a 13 de novembro de 1983.  

Fontes diversas                                          
Atual Carmelo de Belém


Postado por Zeni  (DO BLOG HEROINAS DA CRISTANDADE http://heroinasdacristandade.blogspot.com.br/2011/08/beata-maria-de-jesus-crucificado.html

sexta-feira, 8 de maio de 2015

A VERDADE SOBRE A MAÇONARIA




"Leis como o aborto e a eutanásia são preparadas nas lojas maçônicas vários anos antes de serem votadas pelos deputados", conta o ex-maçom.

Serge Abad-Gallardo foi membro da maçonaria durante mais de 25 anos, chegou a ser mestre de 14º grau. Depois de uma peregrinação ao Santuário de Lourdes, tudo mudou e começou seu caminho de conversão, que logo o levou a escrever um livro. Na entrevista ao grupo ACI, ele explica também a relação que existe entre o demônio e a organização.

“Fiz parte da maçonaria e pensei que tinha que escrevê-lo primeiro para me entender mais e depois para contar às pessoas. Cada pessoa tem a liberdade para fazer o que ela quiser, mas na maçonaria não se fala francamente”, relata o autor do livro “Por que deixei de ser maçom”, publicado apenas em espanhol.

“Através do meu livro quero demonstrar que o catolicismo e a maçonaria não podem ser praticados juntos”, explica o ex-maçom.

Serge é arquiteto e entrou na loja maçônica através um amigo, tentando encontrar nela as respostas às perguntas mais profundas do homem.

“Eu não pensava deixar a maçonaria. Tive alguns problemas sérios na minha vida e me perguntava qual a resposta que a maçonaria poderia me dar a esses problemas, porém não encontrei nenhuma resposta. Entretanto, no caminho com Cristo, sim as encontrei”, afirmou.

Abad-Gallardo contou que o caminho para deixar a Maçonaria foi difícil: “Durante um ano ou ano e meio, estava convencido que tinha encontrado a fé e não sabia se deveria permanecer na maçonaria, esse podia ser um lugar onde falaria aos maçons do Evangelho. Mas conversando com um sacerdote, ele me explicou que não adianta tentar falar-lhes da Palavra de Deus, porque eles não estavam dispostos a escutar”.

Após os repetidos comentários anticlericais de vários altos graus da maçonaria, Serge não podia ficar calado e defendia a Igreja. Além das críticas à Igreja e ao Papa descobriu que no ritual do início do ano maçônico "se dava glória a Lúcifer". “Eles não dizem que se trata do diabo, mas usam a etimologia da palavra e dizem que é ‘o portador de luz’”, explica o espanhol ao grupo ACI.

Algo parecido também ocorreu quando viu que entre os altos graus da maçonaria elogiam a serpente do livro do Gênesis, a mesma que tentou a Adão e Eva cometerem o pecado original. “Dizem que a serpente trouxe a luz e o conhecimento que Deus não queria conceder ao homem. Isto é uma perversão muito grave”, declara.

Conforme afirma Serge: “Entre a maçonaria e o demônio há uma relação, mas não é tão direta. A maioria dos maçons não percebem a influência do demônio nos rituais maçônicos. Eles pensam, com a melhor das intenções, que estão trabalhando pela 'Felicidade da Humanidade' ou pelo 'Progresso da Humanidade', isto é, “não existe um culto abertamente ao diabo, mas elogiam com palavras e devemos perceber, o quanto é perigoso para um católico estar dentro de uma sociedade assim”.

O ex-maçom relata: "Embora poucos maçons saibam claramente da relação que a maçonaria tem com o demônio, cumprem estes ritos sabendo perfeitamente o que estão fazendo. Mas, segundo minha experiência, a maioria deles não percebe", "não devemos esquecer que o demônio é o 'pai da mentira'".

Conforme explica, esta relação indireta com o demônio se manifesta de muitas maneiras, mas todas confluem em afastar as pessoas que entram na maçonaria da fé e especialmente da Igreja Católica. "A maçonaria tenta convencer que a fé e a Igreja são superstições e obscurantismo", recordou Serge.

Nesse sentido, Serge Abad-Gallardo também explica: "O ritual maçônico influi na mente, no subconsciente e na alma das pessoas. O maçom olha para os símbolos e os rituais maçônicos como fossem verdades profundas e esotéricas".

Apesar de que "na maçonaria não existam ritos diretamente satânicos, estas cerimônias constituem uma porta de entrada para o demônio".

Uma das palavras secretas e sagradas dos mestres maçons, conforme explica Serge, é “Tubalcaïn”, traduzida como “descendente direto de Caim”. "Já sabemos o que ele, Caim, fez. Ele foi inspirado pelo demônio a matar o seu irmão por ciúmes e ele é o modelo para os mestres maçons", afirma Serge.

"Os rituais não mudaram, somente tiveram pequenas mudanças. De fato, nos Altos Graus, é onde se encontra as referências mais esotéricas e ocultas, por volta do ano 1800, 70 anos depois que nasceu a Maçonaria em 1717”.

Nessa relação entre a maçonaria e o satanismo, Serge indica ao grupo ACI: "Muitos maçons estão iludidos por palavras altruístas e mentirosas e por isso não percebem a relação entre ambos".

De fato, explica que numa das tábuas maçônicas, isto é, um trabalho escrito e apresentado por um maçom, é explicado que "quem fundou o satanismo moderno foi o americano Anton Szantor Lavey, um irmão (maçom) que fundou em 1966 a Igreja de Satanás que atualmente é a principal organização satânica e de modelo para as demais".

"A maçonaria afasta de Cristo. Porque embora fale-se sobre Jesus Cristo no 18º grau dos Altos Graus maçônicos, não há nada a ver com o Jesus Cristo da Igreja Católica, pois o mencionam como um sábio ou filósofo qualquer", insiste.

"Existem maçons que vão ainda mais longe nesta blasfêmia, pois excluem a divindade a Cristo e dizem que ele foi o primeiro maçom, um homem iniciado. Explicam que José e Jesus foram carpinteiros. E que a palavra 'carpinteiro' é a etimologia da palavra 'arquiteto' e todos os maçons, especialmente nos Altos Graus, são Grandes Arquitetos", afirmou Serge.

Fazendo menção ao tema: "Na maçonaria, acreditam no 'Grande Arquiteto do Universo', querem que acreditemos que este é o mesmo Deus do catolicismo, mas não é verdade. Às vezes conseguem enganar os católicos dizendo que ser maçom e ser católico é compatível por esta referência a Cristo".

Há dois anos, Serge largou totalmente a maçonaria, mas afirma que o controle que esta organização tem sobre a sociedade francesa é crescente. “No meu primeiro trabalho, o prefeito era maçom, mas ninguém sabia, o diretor do seu gabinete, o encarregado de urbanismo e eu também éramos maçons, e outros dois arquitetos da prefeitura onde trabalhava”, recorda.

“Quando tentaram aprovar a última lei sobre a eutanásia, há um parágrafo que faz menção à ‘sedação profunda’ que é a mesma expressão que aparece numa tábua maçônica de 2004, onde mencionam este tema. Quer dizer, que as leis atuais na França estão sendo feitas nas lojas maçônicas, dez ou quinze anos antes de serem votadas”, conta ao grupo ACI.


Nesse sentido, afirma que “na maçonaria, não existe fraternidade, nem amizade, porque tudo são redes. Todos ambicionam o poder político, social e econômico”.


(fonte: sites Aletéia e ACI Digital)