sábado, 10 de janeiro de 2015

O PURGATÓRIO: UMA "INVENÇÃO DA IDADE MÉDIA"?


A existência do Purgatório é um Dogma de
Fé Católico. Além disso, é uma necessidade
e, ao contrário do que possa parecer,
grande prova da infinita misericórdia divina
O purgatório é uma invenção da Idade Média? Infelizmente, muitos pregadores católicos e professores de teologia têm repetido essa afirmação absurda, ignorando que o purgatório é um dogma - estabelecido pelos Concílios Ecumênicos de Florença e de Trento [1] - e que, portanto, está enraizado na própria fé dos apóstolos. Se é verdade que a existência do purgatório não está explicitamente consignada na Bíblia, é preciso recordar que esta não é a única fonte de fé da Igreja. Não é necessário, portanto, que todos os dogmas estejam claramente nas Escrituras, mas sim na fé apostólica, que é o fundamento da própria Bíblia.

A devoção à Virgem do Carmo
é muito associada à devoção
às Benditas Almas do Purgatório.
De fato, de muito cedo vem o costume de rezar pelos falecidos. Atesta-o o Segundo Livro dos Macabeus, que indica como os judeus piedosamente suplicavam por seus entes queridos [2]. Atestam-no as catacumbas dos primeiros cristãos, cheias de inscrições com orações pelas almas dos mortos. Atesta-o, enfim, o testemunho de todos os fiéis, de todos os séculos e de todos os lugares (quod semper, quod ubique, quod ab omnibus). 
Como afirma Santo Tomás de Aquino, é inútil rezar tanto pelas almas que estão no Céu, tanto pelas que estão no inferno, já que ambas estão em seu destino definitivo. Se a Igreja sempre rezou pelas almas dos mortos, então, é porque sempre creu que, após a morte, nem todas as pessoas salvas estão prontas para contemplar Deus face a face.

O Santo Escapulário do Carmo
é sinal de predileção da Virgem Maria
para com os confrades carmelitas
que estão no Purgatório. 
Foi Martinho Lutero, no século XVI, quem, não querendo aceitar o purgatório, chegou a rejeitar os próprios Livros dos Macabeus do Cânon das Escrituras. É que o purgatório não cabe na religião protestante, cuja doutrina não aceita a santidade humana. Para eles, todos os homens são profundamente pecadores e irão entrar no Céu ainda profundamente pecadores, com Deus olhando tão somente para a sua fé. Com isso, o protestantismo “sacramentou” teologicamente a dificuldade psicológica de Lutero, um homem que, atormentado por seus escrúpulos, não conseguia viver a santidade.

Na Igreja Católica, porém, existem numerosos exemplos de santos que, mesmo convertidos e livres dos pecados mortais, continuavam a fazer penitência, pois sabiam que precisavam purificar-se dos “resquícios” dos pecados cometidos (reliquie peccati) que ainda ficavam em sua alma. Para detectar isso, basta olhar para dentro de si mesmo e perceber que aí existe uma desordem. O que a Igreja diz - e que é bastante lógico - é que essa desordem não pode entrar no Céu.

Nossa Mãe Santa Teresa era muito
devotada a rezar pelas Almas
do Purgatório. 
O fato de a reflexão teológica a respeito do purgatório se ter desenvolvido plenamente na Idade Média não quer dizer que o purgatório foi inventado nessa época. Se a palavra própria para designar o estado de purificação das almas depois da morte só veio em tempos medievais, isso não significa que só na Idade Média os cristãos começaram a crer nessa realidade. Assim como nós já existíamos, antes mesmos de os nossos pais nos darem um nome.



Referências

Cf. Catecismo da Igreja Católica, 1030; Concílio de Florença, Decr. pro Graecis: DS 1304; Concílio de Trento, Sessão 25ª, Decretum de purgatorio: DS 1820: Sess. 6ª. Decr. de iustificatione, canon 30: DS 1580

Cf. 2 Mc 12, 39-45

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

MILAGRE (mais um) OCORRIDO RECENTEMENTE EM LOURDES, FRANÇA: a cura de Antonieta Raco.


Fiquei sem voz”, afirma médico após constatar cura miraculosa pela intercessão de Maria.

O bispo de Tursi-Lagonegro, Itália, foi um dos primeiros a anunciar a cura surpreendente de
Antonietta Raco, paralisada desde 2005 por causa de uma Esclerose Lateral Amiotrófica (E.L.A.) e curada após uma peregrinação a Lourdes em 2009.

A miraculada: a senhora Antonieta Raco. 



Antonieta, 50a, vive em Francavilla in Sinni, cidade perto de Potenza, na região de Basilicata (sul da Itália).

Ela vinha sendo tratada num grande hospital longe de seu lar: o hospital Le Molinette, em Turim, no norte da Itália. Após começar a caminhar maravilhosamente, ela voltou ao hospital onde o
professor Adriano Chiò declarou:“Jamais vi um caso do gênero em doentes de esclerose lateral amiotrófica. O diagnóstico era inequívoco: ela tinha uma forma da doença de evolução lenta. É uma doença que pode diminuir de velocidade e, no máximo parar, mas, não acreditamos ser possível que melhore, porque atinge os neurônios irreversivelmente. O que nós temos visto por agora é uma regressão da doença, coisa que cientificamente nós acreditamos impossível em pacientes atingidos pela esclerose lateral amiotrófica”.

O médico especialista: Prof.Dr. Adriano Chiò concedendo
uma entrevista a respeito do grande milagre. 




Em agosto de 2009, Antonieta narrou ao diário do episcopado italiano “Avenire” a consulta ao médico:


Eu tinha pressa para ver os médicos. Esperava que algum deles dissesse que eu não tinha mais nada. Na consulta, vi o estupor dos especialistas. O professor Chiò quis que eu contasse tudo o que me aconteceu sem esconder nada. Ele ficou estupefato e me disse: 'Fiquei sem voz'”.

Ele mandou fazer novos exames e proibiu suspender a terapia. E, sem acrescentar mais nada me abraçou. Ficamos todos emocionados. “Eu vou rezar sempre por ele desejando que se descubra logo a cura da ELA”.
Imagem da Virgem de Lourdes
que fica na gruta onde Maria
Santíssima apareceu a Santa
Bernadete Soubirous. 
O medo de ser “eutanasiada”.

Antonieta contou a “Avenire”: “Em Lourdes, eu não pedi um milagre. Eu pedi a Nossa Senhora forças para viver com dignidade cada instante de vida que me restava”.



Antonieta tinha pânico de acontecer com ela o que foi feito com Piergiorgio Welby e Eluana Englaro. Este último caso é mais conhecido no Brasil: ela foi “eutanasiada” ‒ leia-se assassinada ‒ por decisão do Judiciário contra o protesto universal do mundo católico, especialmente dos católicos italianos.

Esses casos “impressionaram-me. Interromperam os auxílios vitais para essas pessoas. Eu rezei para que não me acontecesse nada parecido. A vida deve ser vivida sempre e em todas as circunstâncias, até o fim. Eu também rezei por uma menina de minha aldeia atingida também pela ELA". 






Santuário da aparição de Lourdes

Entrada na piscina em Lourdes
“Entrando na água fui ajudada por três damas, duas delas afastaram-se logo e outra continuou me ajudando, mas enquanto ela agia senti a presença de mais alguém que segurava meu pescoço. Tentei virar-me para ver quem era, mas não tinha ninguém. Então senti uma grande dor nas pernas e depois um alivio. Foi nesse momento que eu ouvi, na minha esquerda uma voz feminina belíssima, delicada, tenra, leve. Jamais ouvi algo semelhante. O único fato de ouvi-la me aliviava fisicamente. Ela me dizia: “Não tenhas medo, não tenhas medo!” Mas, eu tremia, eu tinha muitíssimo medo, inclusive porque era a única que ouvia essa voz”.
A magnífica basílica que fica ao lado do penhasco
onde fica a gruta onde a Virgem Maria apareceu.
Na hora de contar ao marido

Na tarde do dia 5 de agosto de 2009, após a romaria a Lourdes, Antonieta ouviu de novo a mesma voz. Até aquele momento ela não tinha contado nada a ninguém.

Relata ela:
“Eu estava sentada no canapé, meu marido estava a poucos metros de mim. Eu ouvi de novo e claramente a mesma voz de Lourdes: 'Chama-o, conta para ele'. E eu dizia para mim mesma: 'Mas o que devo lhe dizer' ? E ouvi ainda: 'chama teu marido e fala para ele'. Então chamei a meu marido Antonio, e eu me pus de pé, caminhei alguns passos e virei sobre mim mesma. Ele não acreditava no que estava vendo. E então lhe contei tudo”.

Antonietta Raco tem vivo desejo de voltar para Lourdes
“mas como voluntária, para ajudar os doentes, assim como outros me ajudaram”.

O bispo sublinha os efeitos desta cura:
“Isto trouxe de volta o fervor para aqueles que tinham fé, chacoalhou as consciências tíbias ou apáticas. Muitos prometeram ir a Lourdes e se porem a serviço dos doentes. Os doentes dizem: 'eis que essa mulher recebeu o milagre, mas ela nada pedira'”.



quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

MENINO JESUS DE PRAGA - Devoção genuinamente carmelitana


Imagem original do Menino Jesus que fica
no belíssimo Santuário de Praga. 

A devoção ao Menino Jesus de Praga constitui uma das formas de devoção a Jesus considerada entre as mais importantes na Igreja. Talvez poucos saibam que ela é genuinamente carmelitana (os carmelitas descalços são os guardiães do santuário).
Nasceu em Praga, hoje capital de República Tcheca, em 1628, no Convento dos Carmelitas Descalços, que passava por sérias dificuldades. Movida de compaixão, a princesa Polyxena de Lobkowitz decidiu presentear os religiosos carmelitas com uma escultura bastante especial: o Menino Jesus, já um pouco crescidinho, vestido com trajes de príncipe. Numa das mãos trazia um globo, representando o mundo inteiro; na outra, apresentava um sinal de bênção, com os dedos indicador e médio levantados, no estilo das imagens sacras orientais. Entretanto, o detalhe mais encantador da imagem era o sorriso franco e cheio de amor estampado no rosto do Menino Deus.

Altar-Mor no qual fica a milagrosa
imagem do Menino Jesus de Praga
A princesa Polyxena de Lobkowitz era uma das senhoras mais distintas e piedosas do seu tempo, conhecedora da voluntária pobreza em que viviam os Padres Carmelitas e da grande estima que o povo cristão lhes tributava depois da miraculosa vitória da Montanha Branca, obtida pelas orações do Venerável P. Domingos. Possuía, entre as suas lembranças de família, a imagem do Menino Jesus, que sua mãe, princesa Hanrique de Lara (da família real de Espanha), lhe tinha oferecido como o mais valioso presente do casamento; ela, por sua vez, tinha-a recebido de Santa Teresa de Jesus. 
Em 1628, esta piedosa princesa, como que impelida por uma força superior, compreende que deve desprender-se daquela prenda querida e entregá-la aos Padres Carmelitas, que ficariam como os seus melhores e mais devotos custódios. Apresenta-se de facto no convento, e diante de toda a Comunidade, entrega ao Rev.mo Padre Prior, venerável Fr. João Luís da Assunção, a belíssima imagem, dizendo-lhe: 


«Meu Padre, eu vos dou o que tenho de mais querido. Honrai esta imagem do Menino Deus e nada vos faltará».
A imagem foi exposta à veneração dos religiosos no coro-oratório, onde tinham lugar os actos piedosos da Comunidade. 
As palavras da augusta dadora verificaram-se à risca. Deus prodigalizou as suas graças ao convento que possuía o Divino Menino: nunca lhes faltou o necessário; foi cumulado de bênçãos espirituais e temporais enquanto ali preservou a devoção ao Menino Jesus.



O Venerável Servo de Deus Cirilo de
Santa Maria, ocd, foi o grande apóstolo da
devoção ao divino Menino Jesus de Praga.










Está chegando o grande momento que toda Família Carmelitana  aguarda ansiosamente!O Fórum 500 STJ que acontecerá na cidade de Aparecida/SP.O Santuário mariano  de Nossa Senhora Aparecida este ano acolherá as festividades de comemoração do nascimento de Santa Teresa de Jesus.Entre muitas atividades será o lançamento de um novo CD carmelitano com participação de Frei Marcos Hideo Matsubara,ocd.Mal podemos esperar para conferir esse novo trabalho!









quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

#Partiu Cracóvia 2016

No próximo ano, a 31ª edição da Jornada Mundial da Juventude, celebrada também em nível diocesano, terá como tema “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8).
E para a celebração da XXXI Jornada Mundial da Juventude, que acontece de 26 a 31 de julho de 2016, em Cracóvia, na Polônia: “Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” (Mt 5,7).
Os três temas são extraídos das Bem-aventuranças do Evangelho. No Rio de Janeiro, o Papa Francisco pediu aos jovens, “de todo coração”, que lessem novamente as Bem-Aventuranças para delas fazer um concreto programa de vida: “Olhe, leia as Bem-Aventuranças, que lhe farão bem!” (cf. Encontro com os jovens argentinos na Catedral de São Sebastião, 25 de julho de 2013). A misericórdia também faz parte do pontificado do Papa Francisco, cujo lema é “Miserando atque eligendo” (“Olhou-o com misericórdia e o escolheu”).

E a devoção a Jesus Misericordioso começou justamente em Cracóvia, quando Santa Faustina, uma das grandes místicas da Igreja Católica, relatou em seu diário ter recebido instruções de Jesus, através de aparições, para que propagasse ao mundo a Sua divina misericórdia. Desde então, Cracóvia é conhecida como a terra da Misericórdia, arrastando multidões de peregrinos todos os anos.

A Misericórdia divina é o último recurso de salvação da humanidade!


Partiu Cracóvia 2016! Hino Oficial da JMJ 2016

Revista Monte Carmelo da OCDS

A Revista Monte Carmelo antes um periódico , agora Revista virtual traz para os leitores  notícias bimestrais,  artigos de espiritualidade e entrevista excelentes para formação e informação.A apresentação e ilustração estão incríveis!Leia e fique por dentro de tudo que se passa na Ordem dos Carmelitas descalços seculares.


https://issuu.com/comissaodeformacaoocds/docs/revista_ocds__1___6_/1?e=0