terça-feira, 10 de março de 2015

PEDAGOGIA DA SANTIDADE - Esquema para uma aula ou slides sobre a Santidade...






I.                  Etimologia
          Etimologia (origem) da palavra: “santo” significa: “separado”, não no sentido de “afastado”, mas, de “destacado”, de “referência” ou “modelo” a ser imitado.

II.               Quem são os santos e santas?
1.    Presenças “vivas” de Jesus na terra: podemos dizer que Cristo “vive” ainda no mundo por meio de seus santos e santas.
2.    Homens e mulheres de fé, que souberam fazer de Deus e do Evangelho o centro de suas vidas. Souberam dar o devido valor ao bem, à bondade, ao amor (amor doação, amor serviço, amor dedicação) e à vontade de Deus.
3.    Benfeitores da humanidade: médicos ou enfermeiros dos corpos e das almas; mestres de espiritualidade; modelos de perseverança; auxílio e conforto para os sofredores; educadores para a vida humana e cristã.
4.    Canais da Misericórdia divina e para raios de sua Justiça.
5.    Intercessores perante o Senhor (sua missão precípua e contínua)
6.    São verdadeiros humanistas, humanitários e patriotas. Todo santo e santa ama a humanidade, ama seu povo, sua gente e sua terra...
7.    Sem a presença da santidade no mundo, a terra fica doente, a vida vazia, sem sentido e a tristeza invade os corações. O homem e a mulher foram feitos para o transcendente, para o eterno, para Deus...

III.           Comentários
a.     Os santos e santas foram homens e mulheres que deixaram rastros indeléveis na história humana. Assim como existiram homens e mulheres que deixaram rastros “do mal”, eles deixaram rastros “do bem”, que jamais se apagarão, mesmo com o passar dos séculos.
b.     Não é um privilégio ou chamado apenas para papas, bispos, padres, frades, monjas ou freiras...
c.     Leigos e leigas, homens e mulheres, solteiros, casados, viúvos, funcionários públicos, professores, profissionais liberais, empregados domésticos, donas ou donos de casa, enfermos e saudáveis, todos nós católicos deveríamos ser santos e santas.
d.     Muitos deles morreram há centenas de anos. Mesmo assim, seus nomes são lembrados e reverenciados. Regiões inteiras, cidades, dioceses, paróquias, colégios, hospitais, praças públicas, etc., recebem seus nomes.
e.     A santidade é a vocação de todo católico e católica. Todos nós deveríamos ser santos e santas, não somente “alguns”.
f.      Esses “alguns” destacaram-se no meio da “multidão” por que a “luz” que deles emana a todos ilumina. O “perfume da santidade” se espalha ao redor do santo e da santa.

IV.           Metáforas da Santidade:
1.    Luz (“vós sois a luz do mundo”)
2.    Água (dá a vida, limpa, mata a sede, refresca)
3.    Perfume (agradável; espalha-se; fixa-se; alegra)
4.    Formosura ou beleza
5.    Tempero (vós sois o "sal da terra”)
6.    Fogo (cáritas = amor ardente)
7.    Sopro divino

V.              Como ser um santo ou uma santa?
Gosto muito da explicação daquela música do padre Zezinho:
1.    Amar como Jesus amou;
2.    Pensar como Jesus pensou
3.    Sonhar como Jesus sonhou;
4.    Viver como Jesus viveu;
5.    Sentir o que Jesus sentia;
6.    Sorrir como Jesus sorria...
7.    E ao chegar o fim do dia eu sei que dormiria muito mais feliz: isto é, a certeza da minha amizade com Deus e do dever cumprido.

VI.           Mau conceito do termo “santidade”
Então, por que existe certo “preconceito” em relação à santidade:
Por causa da conotação que se deu à palavra. Muitas vezes o termo “ser santo” ou “ser santa” é usado com um sentido pejorativo:
a.     “Beatice” ou “pieguice”
b.     “Esquisitice”
c.     Melancolia ou tristeza
d.     Ideal impossível de ser alcançado.
e.     “Milagreiro”.

VII.        Sentido real da santidade
Ser santo não tem nada a ver com “tristeza”, “ser esquisito ou estranho”, ser uma pessoa isolada do mundo.
O santo e a santa são pessoas normais, com qualidades e defeitos que, no entanto, quiseram fazer de Deus o verdadeiro centro de suas vidas.
Vivem a vida “normal”, “ordinária” e comum dos homens e mulheres, porém, com um “tempero” novo, o de Deus. Um pai e uma mãe de família cristãos, cumpridores de seus deveres, piedosos, que fizeram de Deus o centro de sua vida de casal e de família, podem ser muito mais santos que muitos bispos, padres ou freiras...
Quando soldados romanos perguntaram a São João Batista o que deveria fazer para salvar-se, a resposta foi muito simples: “Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo” (São Lucas 3, 14). Isto é, viver honestamente, praticando o que é correto, dando bons exemplos, sem apegos às coisas do mundo: isso são sinais de santidade.
Assim, resumindo, o santo e a santa são pessoas que vivem o que Deus quer que elas vivam de acordo com cada estado de vida: solteiro (a), casado (a), viúvo (a), celibatário (a), clérigo, religioso (a), fazendo o bem, espargindo o bem, sendo um bom (boa) cidadão, numa vida honesta, íntegra, irrepreensível, etc.

Não significa que devam ser tristes, sérios ou infelizes. Muito pelo contrário! Viver por Deus, com Deus e em Deus deve nos fazer muito felizes, espontâneos, desanuviados e tranquilos. “Um santo triste é um triste santo”, já dizia e repetia o grande Dom Bosco, em meio a seus amados jovens. A vida cristã não deve ser encarada como penosa, cansativa ou entediante. Se ainda pensamos assim, temos que nos “reciclar” e mudar totalmente nosso conceito de santidade. 

(Giovani Carvalho Mendes, ocds) 

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