domingo, 5 de setembro de 2010

Jovens da OCDS

Carmelitas seculares em constante serviço e oração


Vamos nos entreter com a espiritualidade carmelitana, fonte que sacia nossa história.
Espiritualidade de oração e silêncio que satisfaz nosso coração desejoso de experiência de amor com o Amado.
Experiência essa que nos empenha a caminhar rumo a um mundo mais justo e mais fraterno.
“Todos os homens são chamados a participar na caridade da única santidade de Deus: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (MT 5,48).
Em que consiste a perfeição?
"A função da perfeição é fazer com que cada um de nós conheça a sua imperfeição." (Textos Cristãos)
Conhecendo a nós mesmos e procurando trilhar o caminho do bem, estamos alçando a perfeição.
Configurando a Cristo Jesus, pois fomos criados à sua imagem e semelhança.
“O seguimento de Cristo é o caminho para chegar à perfeição que o batismo abriu a todo cristão. Por ele se participa da tríplice missão de Jesus: real, sacerdotal e profética. A primeira o compromete na transformação do mundo, segundo o projeto de Deus. Pela segunda, oferece a si e oferece toda a criação ao Pai com Cristo e guiado pelo Espírito. Como profeta anuncia o plano de Deus sobre a humanidade e denuncia tudo o que a ele se opõe [1]. 1] Lumem Gentium 31-35.
A grande família do Carmelo Teresiano está presente no mundo de muitas formas. Seu núcleo é a Ordem dos Carmelitas Descalços, formada pelos frades, as monjas de clausura e os seculares. É uma só Ordem com o mesmo carisma. Esta se nutre da longa tradição histórica do Carmelo, recolhida na Regra de Santo Alberto e na doutrina dos carmelitas doutores da Igreja e de outras santas e santas da Ordem. ”(Proêmio das Constituições OCDS)
Creio que nossa missão é sermos amigos fortes de Deus.
No cenário competitivo desse mundo, correr atrás do essencial. Viver a alegria e a fé. Ser diferente, fazendo com a nossa vida a diferença através do testemunho constante.
Entusiasmar com a novidade do Evangelho, não desistindo nunca de acreditar, pois a esperança no Ressuscitado é o que nos impele a prosseguir.
. “Os Carmelitas Seculares, em união com os Frades e as Monjas, são filhos e filhas da Ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo e de Santa Teresa de Jesus. Portanto, compartilham com os religiosos o mesmo carisma, vivendo-o cada um segundo seu próprio estado de vida. É uma só família com os mesmos bens espirituais, a mesma vocação à santidade (cf. Ef 1,4; 1Pd 1,15) e a mesma missão apostólica. Os Seculares trazem para a Ordem a riqueza própria de sua secularidade[2]”. (Const ocds)
Somos uma só ordem com o mesmo carisma, empenhados a ser no mundo uma presença do amor de Deus através da vida orante. Isso é sempre um desafio porque há o medo, a desilusão, o desespero, o desamor, a desconfiança, a violência e tantos outros terrores que nos afastam do essencial.
È preciso realmente ter desejo de santos, e estarmos de pé como esteve sempre nossa mãe e irmã a Virgem Maria.
Tender àquilo que nos propõe caminho novo em busca do reino que é dos pobres e excluído.
Alguns princípios vão nos orientar para essa vivência carmelitana (Const OCDS)
(A) Viver em obséquio de Jesus Cristo;
(b) Ser diligentes na meditação da lei do Senhor;
(c) Reservar tempo para a leitura espiritual;
(d) Participar na liturgia da Igreja, tanto na Eucaristia como na Liturgia das Horas;
(E) Interessar-se pelas necessidades e pelo bem dos demais na comunidade;
(f) Armar-se com a prática das virtudes, ao mesmo tempo em que se vive uma vida intensa de fé, esperança e caridade;
(g) Buscar o silêncio interior e a solidão em nossa vida de oração;
(h) Usar prudente discrição em tudo que fazemos.
Levando em conta as origens do Carmelo e o carisma Teresiano, os elementos primordiais da vocação dos leigos Carmelitas Teresianos podem ser assim sintetizados:
(A) Viver em obséquio de Jesus Cristo, apoiando-se na imitação e no patrocínio da Santíssima Virgem, cuja forma de vida constitui, para o Carmelo, um modelo de configuração com Cristo;
(b) Buscar a “misteriosa união com Deus” pelo caminho da contemplação e da atividade apostólica, indissoluvelmente irmanada, a serviço da Igreja;
(c) Dar uma importância particular à oração que, alimentada com a escuta da Palavra de Deus e a liturgia, possa conduzir ao trato de amizade com Deus, não só quando se ora, mas também quando se vive. Comprometer-se nesta vida de oração exige nutrir-se da fé, da esperança e, sobretudo, da caridade, para viver na presença e no mistério do Deus vivo [14];
(d) Impregnar de zelo apostólico a oração e a vida em um clima de comunidade humana e cristã;
(E) Viver a abnegação evangélica a partir de uma perspectiva teologal;
(f) Dar importância, no compromisso vangelizador, à pastoral da espiritualidade como a colaboração peculiar da Ordem Secular, fiel à sua identidade Carmelitano-Teresiana.
Penso que podemos espelhar no exemplo de nossos santos que tão jovens ofereceram suas vidas para o Amor. Conhecendo a experiência de Teresinha de Jesus, Elizabeth da Trindade, Teresa dos Andes, Edith Stein, Josefa Naval etc. vamos fazer também nosso caminho.
“Não me arrependo de ter me entregue ao amor”. Stª Teresinha do Menino Jesus
Entreguemo-nos ao amor, e que essa entrega nos faça amar mais e servir melhor. Dedicar mais e empreender o reino de amor e de justiça, de compromisso e doação, de vivência e fé, de anúncio e denúncia, de discípulos e missionários á luz do Espírito que é fogo que inflama nossas almas e nos impulsiona a Ser, e não desistir.
VI Encontro de Jovens da OCDS

Ana Maria Eymard Pereira Scarabelli-OCDS

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